
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Sea of Tranquility
Somebody Said something about a Sea of Tranquility, I Just don’t know, I’m stuck here for a long time and have no contact with news. 1963 as far as I remember. Foolish people those who put me here, okay, as Mary said, this is my fate, I got to accomplish it.
Johnny the Guy who killed the wife, told me on Tuesday, that men has got a flag on the moon’s surface. I could hardly believe him. Man I’d really like to be there. If it’s true there’s a Sea of Tranquility there I could be a moonsailor whose only fate was taking everything easy.
If I had taken that easier that time I wouldn’t be here now, sharing a small room with Joe, the guy who killed that couple on the Christmas Eve, He became famous because of that, I was having dinner with Mary at the Shrimps’s House when I saw him in black and white.
My mom always told me not to become a burglar nor a murderer, because it was really common in our family. I kinda didn’t pay attention to her.
Once when I was just sixteen I wanted to talk to Mary in person. There were four phone calls until she accepted talking to me in front of her first working place. She was a baby-sitter at the time. We talked to each other for Five long hours up to 10p.m. when her father went there to pick her up. I’ll never forget the way Harry, her brother, looked at me. Harry should be here, he is the one whose privacy should be shared with this goddamn sick Joe.
Mary and I got married on a Sunday in a beautiful religious cerimony, at least it was beautiful up to the moment Harry got drunk and punched the priest saying that God was a human’s creation while the devil was part of us since the dawn of man.
Mary tried to save me, she said to the judge in person, that I didn’t have the intention, that I’d never do such a crime. However there was no salvation, I’m stuck and fourteen days from now I’ll be dead in front of her eyes. She’ll probably be quiet. Silence is a typical reaction from those whose hope and will to live were completely neglected by the surrounding circumstances. This world is unfair, I knew that.
Fourteen Days, this is a good period of time to spend on a vacation with your family, the place doesn’t matter, having your relatives next to you is the most important thing.
I’m afraid that Mary might find anorher man and then forget everything we have gone through together, in the thick and thin I was there for her, and so far she’s here for me. But, what when she has another man? Will she remember me.. I don’t know, I just want her to be happy. Since I killed her brother our lives became a hell on earth. Fourteen days from now. Gosh, Harry should be killed again.
Johnny the Guy who killed the wife, told me on Tuesday, that men has got a flag on the moon’s surface. I could hardly believe him. Man I’d really like to be there. If it’s true there’s a Sea of Tranquility there I could be a moonsailor whose only fate was taking everything easy.
If I had taken that easier that time I wouldn’t be here now, sharing a small room with Joe, the guy who killed that couple on the Christmas Eve, He became famous because of that, I was having dinner with Mary at the Shrimps’s House when I saw him in black and white.
My mom always told me not to become a burglar nor a murderer, because it was really common in our family. I kinda didn’t pay attention to her.
Once when I was just sixteen I wanted to talk to Mary in person. There were four phone calls until she accepted talking to me in front of her first working place. She was a baby-sitter at the time. We talked to each other for Five long hours up to 10p.m. when her father went there to pick her up. I’ll never forget the way Harry, her brother, looked at me. Harry should be here, he is the one whose privacy should be shared with this goddamn sick Joe.
Mary and I got married on a Sunday in a beautiful religious cerimony, at least it was beautiful up to the moment Harry got drunk and punched the priest saying that God was a human’s creation while the devil was part of us since the dawn of man.
Mary tried to save me, she said to the judge in person, that I didn’t have the intention, that I’d never do such a crime. However there was no salvation, I’m stuck and fourteen days from now I’ll be dead in front of her eyes. She’ll probably be quiet. Silence is a typical reaction from those whose hope and will to live were completely neglected by the surrounding circumstances. This world is unfair, I knew that.
Fourteen Days, this is a good period of time to spend on a vacation with your family, the place doesn’t matter, having your relatives next to you is the most important thing.
I’m afraid that Mary might find anorher man and then forget everything we have gone through together, in the thick and thin I was there for her, and so far she’s here for me. But, what when she has another man? Will she remember me.. I don’t know, I just want her to be happy. Since I killed her brother our lives became a hell on earth. Fourteen days from now. Gosh, Harry should be killed again.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Cegueira
Muitas vezes na vida eu, Desidério, brinquei de fechar os olhos por algum tempo e sair por aí caminhando. Na infância eu considerava este ato como um treinamento ninja, que por sinal era minha profissão preferida, muito embora eu não estivesse a par da remuneração nem dos benefícios (vai que a classe não possuísse plano dentário, vale transporte e outras coisitas mais) eu sabia que só pelo fato de vestir aquela roupa com máscara e jogar estrelas nos inimigos já valeria a pena. Mas enfim, continuando, como parte desse meu treinamento ninja, passava horas a fio com os olhos cerrados caminhando pela casa, tocava cada objeto, tentava visualizá-lo com a mente. Em pouco tempo eu conhecia a posição de cada um deles na casa. Não raro para impressionar alguma visita eu vestia uma touca, puxando-a até o queixo é claro, e corria pela casa, pasmem, sem tocar em nada. Tudo nessa vida pode ser treinado, tudo pode ser coordenado e também, dependendo dos interesses, descoordenado. O fato é que, mesmo sendo tão treinado para aquilo, minha cegueira ninja foi a vilã quando minha mãe resolveu comprar uma mesa de centro, de mármore. A maldita densidade do mármore. A maldita falta de comunicação em minha casa. Como que uma mãe compra um móvel, se é que uma mesa de centro é um móvel, e não avisa o filho?
Hoje, um tanto mais velho, já recuperado, porém de olhos bem abertos, eu descobri que há um outro tipo de cegueira, que não a ninja nem a científica. É a cegueira do coração. Esta sim, é vilã, sem choro nem ais, porque ela engana a favor e contra. Porém ambos os casos lidam com o verbo enganar.
Ela (pessoa e não a cegueira) desconfia de algo que diz que fiz, porém se houve mesmo algo de desrespeitoso em minha atitude, foi para comigo mesmo, por tentar a todo momento deixar claro o que o meu coração queria dizer. Este, certamente afetado pela primeira cegueira, aquela a favor, não sei bem de que. Já ela, afetou-se pela segunda, a contra, pois esbravejou os mais desrespeitosos impropérios sem fundamentação alguma, fazendo com que, tudo o que disse hoje a tarde olhando em seu olho valesse tanto ou menos que a tachinha enferrujada que está cravada no meu tênis há cerca de cinco meses.
Esse meu ensaio sobre a cegueira, diferende daquele de Saramago, é algo bem recorrente. Estejam atentos e de olhos abertos.
Desidério
Hoje, um tanto mais velho, já recuperado, porém de olhos bem abertos, eu descobri que há um outro tipo de cegueira, que não a ninja nem a científica. É a cegueira do coração. Esta sim, é vilã, sem choro nem ais, porque ela engana a favor e contra. Porém ambos os casos lidam com o verbo enganar.
Ela (pessoa e não a cegueira) desconfia de algo que diz que fiz, porém se houve mesmo algo de desrespeitoso em minha atitude, foi para comigo mesmo, por tentar a todo momento deixar claro o que o meu coração queria dizer. Este, certamente afetado pela primeira cegueira, aquela a favor, não sei bem de que. Já ela, afetou-se pela segunda, a contra, pois esbravejou os mais desrespeitosos impropérios sem fundamentação alguma, fazendo com que, tudo o que disse hoje a tarde olhando em seu olho valesse tanto ou menos que a tachinha enferrujada que está cravada no meu tênis há cerca de cinco meses.
Esse meu ensaio sobre a cegueira, diferende daquele de Saramago, é algo bem recorrente. Estejam atentos e de olhos abertos.
Desidério
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O Re-Encontro
-Olá, que bom que vieram, Sílvia e Júlio, vamos entrando!
Comentei com o César hoje a tarde que acreditava na sua presença!
-Fiz um esforço, não é todo dia que a gente reúne a velha guarda, não é mesmo?
-É verdade, uma pena o que houve com o Rubens e a Cristina.
-Pois nem me fale, a Sílvia e eu ficamos presos nos serviços e não pudemos nem ir ao velório!
-Notei, o César ainda está meio abalado, foi bom vocês terem vindo. César, veja quem chegou!
-Pois bem, não posso deixar de elogiar, Ana, você continua preparando um jantar excelente, vocÊ é que tem sorte César!
-Ah que é isso Júlio, aposto que a Sílvia também continua te tratando muito bem, você está até corado.
-Com certeza, minha Sílvia cuida bem de mim, mas os dois sentimos muita falta de nossas reuniões do clube dos mistérios.
-Nós também, principalmente quando éramos, Rubens, Cristina, Você, Sílvia, Ana e Eu. Bons tempos!
-Será que estamos muito enferrujados?
-Não sei, só testando para tirar a prova.
-Então vou tirar. Soube essa história por um amigo nosso lá de onde estamos morando, ele disse que uma vez há uns cinco ou seis anos atrás, no dia de finados foi ao cemitério da cidade prestar homenagens a seus entes falecidos, havia muita gente circulando, algumas pessoas levaram até cadeiras para em frente às capelinhas encontrarem os parentes para conversar um pouco, mais parecia, me disse ele, uma quermesse. E em meio a todo esse burburinho havia um menino vendendo paçoquinhas, vestindo suspensório, em calças curtas, uma camisa amarrotada, mas limpa, e uma boina. Além da vestimenta, o que mais chamou a atenção de nosso amigo, foi que ninguém dava ouvidos ao garoto que oferecia humildemente as paçoquinhas caseiras. Resolveu ele então interceprá-lo para comprar algumas, afinal de contas o menininho merecia ter seu esforço validado de alguma forma. Assim o fez. Chamou o menino que prontamente foi a seu encontro. Nosso amigo então deu a ele uma nota de dez, e disse, me dá tudo que puder com esse valor. Ficou muito surpreso pois o menino fez cara feia e disse que aquele dinheiro nada valia, e ironicamente agradecendo pelo tempo perdido virou as costas e se encaminhou para uma capela com as portas abertas, uma das mais lotadas. Meu amigo não se conformou, mais do que indignado, ficou muito curioso com aquela atitude, afinal ele queria ou não vender? Depois de negar um cliente, foi à capela lotada de certo tentar vender, mas isso era incoerente. Ele não se conteve e foi em direção à capela conversar com o menino. Havia várias pessoas em frente à capelinha, algumas em pé, outras sentadas, e duas moças fazendo a limpeza externa, de vidros, azulejos, ajeitando as novas flores em seus vasos, essas coisas.
Ele então chegou de mansinho, foi pedindo licensa e entrou na capela. teve uma surpresa ainda maior quando viu que dentro dela só havia uma senhora acendendo velas.
Ela lhe perguntou o que desejava, ele disse que procurava alguém, mas que por certo havia se enganado, ela disse, pois não, e se abaixou mais uma vez para terminar de acender as velas. Foi quando nosso amigo pôde perceber que o menino de fato estava dentro da capelinha, não como ele o procurava, e sim em uma foto emoldurada na parede. Perguntou à senhora o que ela era do menino. Ela disse se tratar de seu irmão. Meu amigo descrente disse: não pode ser seu irmão senhora, há muita diferença de idade entre vocês dois. Ela riu e disse: filho ele era meu irmão mais velho, quando nasci em 1913, tinha um grave problema de saúde, nossa mãe que era viúva teve de largar o emprego para cuidar de mim, meu irmão que já era crescidinho nos sustentava vendendo paçoquinhas na estação de trem, e foi ele quem juntou o dinheiro para que eu pudesse ser operada, e enfim viver saudável, mas o destino quis que eu me salvasse e ele não, aos dez anos ele morreu de pneumonia, e desde então mantenho a capelinha dele bem cuidada, assim como o fazem meus filhos e netos aí fora.
Nosso amigo estático disse a ela que havia visto o menino e a velha senhora sorriu e balançou a cabeça como a lamentar e lhe disse: pobre Mário, sempre me tratando como a maninha doente!
-Nossa Júlio, estou toda arrepiada!
-Não é só você Ana, quando o amigo do Júlio foi lá em casa nos contar eu também fiquei louca de medo!
-Pois eu estou entusiasmado, acho que nosso clube ainda tem futuro, apesar do desfalque irreparável. Mas tenho também uma história, ouvi de um cara na barbearia.
-Está esperando o que para contar César?
-Lá vai então.
Aconteceu há pouco tempo também, segundo o tal cara.
Quando veio morar aqui nessa cidade, alugou um apartamento naquele prédio velho da outra rua, no sétimo andar, ap. 70.
Na primeira semana tudo estava uma bagunça, por conta da mudança e do período de adaptação que necessitava para a nova morada. Mas em pouco tempo conseguiu organizar tudo e sua rotina foi restabelecida. Porém, notou que algumas vezes ao fim do dia quando retornava para casa, algumas coisas estavam desorganizadas. Não que isso fosse grande problema, mas é que ele morava sozinho e toda vez nem com grande esforço lembrava de tê-las desorganizado.
Começou a achar que a mudança lhe havia causado estresse, e que uma festinha seria uma boa. convidou alguns amigos, comprou bebidas, pizza, essas coisas de festa particular. Estavam todos reunidos quando um deles entusiasmado gritou. O cara então pediu que não fizesse tanto barulho, pois iriam acordar a menininha. Que menininha? todos questionavam. Ele rindo disse que estava brincando. Todos foram embora, estava tarde. O cara se deitou e antes de adormecer, como um flash, viu uma menina, loira de vestido branco, descalça, rindo.
Acordou e a janela de seu quarto estava entreaberta, ele agradecia por ser final de semana, pois para esquecer a janela assim a bebedeira deveria mesmo ter sido grande. Caminhou até o banheiro e viu que o apartamento estava uma zona. Com um pouco de ressaca ele decidiu chamar a faxineira do prédio, que cobrava baratinho pela limpeza. Enquanto ela limpava, ele assistia à televisão. Entre um programa e outro levantava e olhava pela sacada. Numa dessas, debruçado nela, foi surpreendido pela faxineira que disse: cuidado rapaz, daí já caiu uma menina, os pais se descuidaram e ela caiu, tentando segurar um balão que o vento carregava.
O cara disse que levou um grande susto com tamanha coincidência e disse: mas como? quando?
Olha, disse a faxineira, há muitos anos, na verdade eles foram os primeiros proprietários desse apartamento. No salão de festas tem uma foto da família.
O tal cara correu para o salão, e qual não foi a surpresa, era a menina do flash.
-Nossa César, outra grande história!
-E esse tal cara quem é?
-Sei lá, um sujeito na barbearia, não o conheço. Esperem, alguém bateu na porta, vou ver quem é.
-Rubens? Cristina?
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Devaneios de um cavalinho..
Em uma dessas estâncias, que dispendem distâncias, havia um cavalinho pensador, não como gente, mas pensador lá na sua cabecinha eqüina, talvez por obra divina, ele desenvolvera o raciocínio consciente.
Sua rotina era a de um trabalhador. Antes de nascer o sol ele já recebia as encilhas em seu lombo, seguido logo do peso de seu dono que o tratava até bem. Por este ele sentia um grande afeto, exceto quando em serviço sentia o arder de um laçaço ou das esporas cravando em sua pele. Mas como era um cavalo forte aguentava firme. Ao fim dos dias de trabalho no campo, percorrendo longas distâncias, sua recompensa era uma boa passada no paço da sangua onde matava sua sede, seguida da desencilha logo depois.
Os anos se passaram assim, ele trabalhando sempre, folgando aos dias de chuva ou quando o seu dono deixava a estância por alguns dias, e com o passar dos anos ele foi perdendo o seu vigor, mas como um cavalinho pensador ele sabia disso e dava o seu melhor, indo aos limites de sua resistência.
Um dia ele não agüentou. Caiu.
Ele sabia que seu ciclo estava acabando, ele não seria mais útil para o trabalho, talvez ficasse solto no campo para que pudesse padecer livre onde trabalhara a vida toda servindo ao homem. Talvez. Na última vez que o cavalinho pensador viu seu dono este estava em frente a casa contando as notas da última venda. O velho caminhão costurava as coxilhas carregado de pensamentos.
Sua rotina era a de um trabalhador. Antes de nascer o sol ele já recebia as encilhas em seu lombo, seguido logo do peso de seu dono que o tratava até bem. Por este ele sentia um grande afeto, exceto quando em serviço sentia o arder de um laçaço ou das esporas cravando em sua pele. Mas como era um cavalo forte aguentava firme. Ao fim dos dias de trabalho no campo, percorrendo longas distâncias, sua recompensa era uma boa passada no paço da sangua onde matava sua sede, seguida da desencilha logo depois.
Os anos se passaram assim, ele trabalhando sempre, folgando aos dias de chuva ou quando o seu dono deixava a estância por alguns dias, e com o passar dos anos ele foi perdendo o seu vigor, mas como um cavalinho pensador ele sabia disso e dava o seu melhor, indo aos limites de sua resistência.
Um dia ele não agüentou. Caiu.
Ele sabia que seu ciclo estava acabando, ele não seria mais útil para o trabalho, talvez ficasse solto no campo para que pudesse padecer livre onde trabalhara a vida toda servindo ao homem. Talvez. Na última vez que o cavalinho pensador viu seu dono este estava em frente a casa contando as notas da última venda. O velho caminhão costurava as coxilhas carregado de pensamentos.
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