<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441</id><updated>2012-02-14T21:56:30.115-08:00</updated><category term='cegueira ninja coração'/><title type='text'>Caderno dos Contos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-8397166664564397287</id><published>2012-02-14T21:54:00.000-08:00</published><updated>2012-02-14T21:56:30.120-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_uTF7Ft1Hp80/SzqxiQc02nI/AAAAAAAAAHs/KUfokDm3ZL4/s400/gaucho_boleadorasArgentina.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 289px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uTF7Ft1Hp80/SzqxiQc02nI/AAAAAAAAAHs/KUfokDm3ZL4/s400/gaucho_boleadorasArgentina.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-8397166664564397287?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/8397166664564397287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=8397166664564397287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/8397166664564397287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/8397166664564397287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2012/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uTF7Ft1Hp80/SzqxiQc02nI/AAAAAAAAAHs/KUfokDm3ZL4/s72-c/gaucho_boleadorasArgentina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-3453407984248183086</id><published>2012-02-14T21:30:00.000-08:00</published><updated>2012-02-14T21:31:13.456-08:00</updated><title type='text'>O Enterro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; text-indent: 47px;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;Antigamente, ricos estancieiros faziam uso do enterro de dinheiro. Na falta de um banco, os velhos abonados enchiam panelas de cerâmica com tudo o que podiam. Jóias moedas e o que mais pudesse ser guardado na ‘poupança’ era posto dentro da panela. Com o suporte de alguns escravos era escolhido um local para o enterro, os homens sem liberdade davam conta de abrir um buraco onde o enterro aconteceria. Geralmente um lugar inóspito e um buraco bastante fundo. Valores depositados, escravos mortos. O motivo mais óbvio era para que estes não pudessem retornar ao local em alguma fuga premeditada e roubar os pertences de seu dono. Um motivo menos óbvio, e mais sobrenatural: diz-se que os escravos eram tão leais que mesmo tendo suas vidas ceifadas sem piedade alguma, ficariam como eternos guardiões daquele tesouro campeiro, até que o patrão achasse por bem retirá-lo do buraco. Assim, meio de qualquer jeito, pode-se entender um pouco dos motivos do antigo ritual de enterro de dinheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;Pois numa dessas estâncias perdidas nas distâncias, e no tempo, havia um peão bastante leal e trabalhador. A escravatura, bem como os enterros já eram histórias do passado. Ainda assim, Luís, um negro já grisalho, era tratado com pouca afetuosidade por seu patrão, homem de veras ambicioso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;Em seu catre improvisado junto ao galpão, o peão dormia em uma noite muito fria, quando seus sonhos tiveram as rédeas tomadas por uma voz. Uma voz que lhe dizia: - &lt;i&gt;Luís, na pedra da lagoa vais sentar, de costas pra lagoa vais ficar, doze passos vais andar e teu regalo resgatar. &lt;/i&gt;O negro de sonhos pouco entendia, mas aquele particularmente o impressionou, porque a voz que ouviu era bastante real e clara. Ainda assim, nada fez, sonho é sonho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;Na noite seguinte o velho peão sonhou com a pedra do lago, que nada mais era do que uma grande pedra em que as mulheres costumavam lavar roupas, já muitos anos antes de ele nascer, mas que desse fim se aposentara havia tempos. Luís a conheceu na verdade ainda na infância, quando junto de outros meninos faziam-na de impulso para dar o que eles chamavam de ‘biquinho’ na lagoa funda. E junto com a imagem da pedra, outra vez voltou a visitar seu sonho a voz que dizia - &lt;i&gt;Luís, na pedra da lagoa vais sentar, de costas pra lagoa vais ficar, doze passos vais andar e teu regalo resgatar.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;Naquela manhã Luís acordou um tanto quanto intrigado com aquela situação, dois sonhos daquele teor, em duas noites seguidas, mas que diabo de sonho seria aquele? O patrão o convocou para algumas tarefas no campo, no caminho o negro velho comentou com o patrão que estava cabreiro com um sonho que havia tido. O patrão demonstrou pouco ou nenhum interesse, mas ainda assim perguntou que sonho seria esse. Então o peão contou. Tudo. Sobre a voz, a pedra e o fato de ter ocorrido por duas vezes. O patrão ficou chocado. Neste mesmo dia, após a lida o velho peão descansava mateando sozinho quando recebeu a visita do patrão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;-Escuta Luís, aqui ta o teu ordenado pelo mês, mais uns pila pra ti não te ver mal já de saída. Não preciso mais dos teus serviços, amanhã mesmo tu pega teu rumo. Boa noite. – De certo o patrão havia interpretado o sonho de seu peão, e queria garantir que esses valores em sonho presenteados ao negro, não saíssem de sua propriedade, a não ser por suas mãos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;O peão não moveu um músculo, sabia que não teria pra onde ir, mas não ficaria ali se o proprietário das terras o escorraçara. Conforme lhe foi ordenado o fez. No mesmo dia em que deixou a estância já se ajeitou de peão em outra estância vizinha, de gente boa e hospitaleira, melhor para ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt"&gt;Enquanto o velho peão se adaptava a seu novo galpão e catre, o ambicioso patrão que o mandara embora escavava a doze passos da pedra da lagoa, conforme a instrução recebida por Luís. Nada encontrava. A ambição já estava cegando o homem, que escavava com muita raiva, atordoado com a idéia de que alguém pudesse tirar o dinheiro de suas terras antes de ele o encontrar. Estava já praticamente atolado em meio a lama. Nada encontrou. No outro dia repetiu o ritual, escavou cada centímetro do perímetro que os doze passos indicavam. Nada. Como as notícias correm rápido, já conhecia o paradeiro do velho peão. Pois mandou que viesse à estância para tratar de algumas pendências. O velho negro, homem muito humilde e leal, veio às pressas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;-Agora Luís nós vamos à Lagoa Funda e tu vai desenterrar o teu regalo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O velho negro não discordou, talvez pela curiosidade que carregava. Os sonhos continuavam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Chegando à lagoa o peão pode perceber que seu ex-patrão já havia procurado e muito pelo enterro que segundo seu sonho ali se encontrava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- Pois trate de procurar Luís. – Dada a ordem o homem velho sentou na pedra, respirou fundo, e de mão na pá começou a contagem dos doze passos, de olhos fechados. Ao décimo segundo passo parou e abriu os olhos. Como o chão já estava todo revirado ele não sabia nem por onde começar. Resolveu dar a primeira estocada. Antes da décima estocada o peão encontrou seu regalo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;-Achei patrão, achei meu regalo! – Disse com voz entre triste e aliviado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;- Teu regalo ta aqui Luís! – Respondeu o patrão com uma garrucha nas mãos. Matou o velho negro que caiu sobre a panela que suas mãos cheias de calos acabavam de desvendar de entre a terra e a lama. O homem estava com sangue nos olhos, estava cego, a ambição falou mais alto do que qualquer outro sentimento que ele alguma vez sentira. Jogou o corpo do peão para o lado e se abraçou na panela de dinheiro, que enfim era sua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ao olhar para os lados, o homem ambicioso viu a silhueta de três negros, em pé em volta do buraco. Os guardiões sempre fazem justiça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;Santa Maria, 7 de Julho de 2009.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-3453407984248183086?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/3453407984248183086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=3453407984248183086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3453407984248183086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3453407984248183086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2012/02/o-enterro.html' title='O Enterro'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-4587316833695959669</id><published>2011-03-31T14:12:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T14:31:36.778-07:00</updated><title type='text'>Lá no Jobim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era em Rosário do Sul, no distrito da Cruz de Pedra, lá onde o Google não chega, que ficava (e ainda fica) a casa velha do &lt;b&gt;Jobim&lt;/b&gt;. Era uma espécie de pulperia que juntava os andantes e moradores dos redores para confraternizarem num trago de canha, numa conserva de ovo cozido, num churrasco de espinhaço e também para gastar a sola da bota no assoalho de chão batido. Coisa mais gaúcha não poderia haver. Quem vê hoje a casa velha, quieta, fechada, entra dia e sai dia, entra ano e sai ano, não tem um naco de idéia do que fora e significara para os de então uma ida ao Jobim. Quem passar na estrada que leva à vista alegre e vê a casa fechada, não enxerga o balcão todo riscado, nem as prateleiras forradas com canha em qualquer quantia, não enxerga a fileira de cavalos estacionados frente ao bolicho. Não ouve a algazarra que de dentro vinha. Nem os cuscos roendo algum osso deitados no pasto. Não ouve a gaita de oito baixos desafinada que fazia acompanhamento ao violão de corda de aço que tocava e fazia algum índio mais apaixonado fechar outro &lt;i&gt;baio&lt;/i&gt; e molhar o bico &lt;i&gt;una vecita más&lt;/i&gt; para remediar a saudade de algum amor mal resolvido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às tardes, o &lt;i&gt;mosquedo &lt;/i&gt;era embaixo de um figueira muito copada que reunia em &lt;i&gt;cepos  &lt;/i&gt;os que pra casa só voltariam na Segunda-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa foi a contextualização, mas o que de mais interessante acontecia no Jobim falerei em outro causo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-4587316833695959669?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/4587316833695959669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=4587316833695959669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/4587316833695959669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/4587316833695959669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2011/03/la-no-jobim.html' title='Lá no Jobim'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-3483600451247721964</id><published>2011-03-10T22:02:00.001-08:00</published><updated>2011-03-10T22:06:46.494-08:00</updated><title type='text'>Outra Vida</title><content type='html'>Dizem por aí que só se vive uma vez. Discordo. Vivi tantas até hoje. Já fui cabeludo, já quis mudar o mundo, já me interessei e desinteressei com tanta facilidade ou dificuldade que com o tempo percebi que realmente outras vidas estão sempre tomando o lugar da vida que vivemos. Mas tudo bem, vou direto ao ponto.&lt;div&gt;Andei pesquisando e descobri que você não tem porte de armas, então o que lhe dá o direito de metralhar meu olhar com seus olhos verdes? Ainda ouço o som do primeiro tiro. Deste cabo da vida que até então me pertencia. Agarrei-me à nova achando que poderia enfim fazer dela a permanente. Porém sinto-me tão seguro nesse caminho que percorro como se estivesse mesmo de perna de pau na areia movediça. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-3483600451247721964?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/3483600451247721964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=3483600451247721964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3483600451247721964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3483600451247721964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2011/03/outra-vida.html' title='Outra Vida'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-8470765331569128277</id><published>2011-01-31T17:36:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T18:38:25.446-08:00</updated><title type='text'>O Invento da Bússula</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi procurando o Norte que encontrei você. Lembro bem, era inverno, tremia de frio sobre meu cavalo. O campo era deveras extenso.  Coisa para três ou quatro dias de jornada, que com muito empenho decidi cumprir. Naquela época ainda me encontrava ingênuo para essas questões de orientação. O único instrumento de que fazia uso então era a posição da estrela boieira, que em outras tantas madrugas surgiu no nascente para provar que me fazia o caminho certo. Naquela noite de inverno a cerração cobria o céu tirando minha humilde estrela do campo de visão. Senti-me perdido e  o frio tornava a situação ainda mais incômoda, porém ao avistar-lhe pareci ter encurtado o caminho. Mais forte do que a luz do candieiro ali pendurado foi seu sorriso que me acolheu e juro, fez o que meu pobre pala não havia feito até então. Encheu-me de calor. Em seu sorriso além da luz havia algo escrito, custei a ler seus lábios e sua feição mas depois de um tempo pude perceber que o que havia ali escrito era essa palavra que sempre povoou minhas jornadas. Destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvi dizer de um viajante de outros pagos há algum tempo que a bússola funciona através de um sistema de magnetismo que aponta sempre para o Norte. Tive certeza que meu par de esporas e meu cavalo naquela noite foram minha bússola, pois mesmo perdido de meu real caminho cheguei a você. Deste-me pouso junto a seu galpão. Seu pai muito desconfiado pediu que seu irmão fizesse ronda. O coitado pensando estar abrigando um mascate tinha dentro de seu leito a maior ladra de todas. Meu coração nunca mais fora encontrado depois da manhã em que junto a ti mateei a sombra de uma figueira que fazia frente a sua casa. Tudo que lhe rodeava me pareceu tão perfeito, até mesmo seu irmão que estafado da ronda dormia em plena hora do mate. No entanto como de um pealo caí novamente na estrada pois meu rumo e meu Destino dessa vez não foram irmãos. Naquela tarde fria ao menos o sol mostrou-me o caminho para onde originalmente me encaminhava. Quando voltei alegre, sangrando o pobre amigo que com respeito sempre levou-me onde necessário, descobri que seu coração a outro pertencia e que nem ao menos o meu poderia mais levar comigo. Dois mil anos antes de nosso Senhor. Esse é o tempo que me separa da invenção da tal da bússola. Pergunto-me se haveria nesse instrumento alguma esperança de meu rumo mais uma vez levar-me a meu Destino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-8470765331569128277?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/8470765331569128277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=8470765331569128277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/8470765331569128277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/8470765331569128277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2011/01/o-invento-da-bussula.html' title='O Invento da Bússula'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-7267910399362283628</id><published>2010-12-01T21:24:00.001-08:00</published><updated>2010-12-01T21:24:34.415-08:00</updated><title type='text'>3:24</title><content type='html'>São três e vinte e quatro da manhã..&lt;br /&gt;E tudo perdeu o sentido pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-7267910399362283628?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/7267910399362283628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=7267910399362283628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/7267910399362283628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/7267910399362283628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2010/12/324.html' title='3:24'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-3112936028623581098</id><published>2010-10-13T06:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T06:07:58.494-07:00</updated><title type='text'>FINDING (Jorge Mello's Short Story)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;[Este conto é uma colaboração do amigo Jorge Mello]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;There are some times in life when &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;we have to advance…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px; "&gt;Well I’m nobody special in this world; I’m just a 25 year old man telling my story while I’m walking by the neighborhood trying to find something that is lacking in my life. If you question me, you’ll notice that I “have everything”. I’m working at a private school, well paid, I have my friends and practice exercises. I had a girlfriend but, when I was committed I still felt this sensation of missing something else. Now I’m single, not searching a girl, but a motivation that don’t have since I entered the university seven years ago. Before this, I used to be a young boy full of dreams, some of those became reality other changed into something more distant now, and full of a vigor that was losing force&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;day by day ‘till now. I see many people without any interest in life, acting as if they didn’t want anything else here. I’m trying to be different from these people, I’m seeking this lack throughout my soul, my life, the place where I live, by my actions… well now I’m hanging on by the streets and telling what I was and what is probably missing in this.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;I didn’t even have a love disillusion, all my relationships were nice and I don’t have enemies. Maybe you can say that what is missing is a kind of emotion and adrenaline in the way of how I live. Yes, maybe, but the new things that I try, I succeed well. Just a deep search in my vigorous past can say what I had that now I lost. The inspiration of the walk by the boulevard makes me think about my youth before starting my adult life of commitments and deadlines. What can bring this back? How can I fit myself among my commitments a lost feeling of fullness? It is funny to say something like that. If a had a completely occupied life, It’d be ok, but how can I miss something? The answer to this question is very complex, I think. Maybe it is just a very small detail in how I see life, but it is hidden from my eyes and my soul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Now then it is almost eleven a.m. and I walked about 3 miles reflecting when I met a friend of mine. He was going to meet his parents in the neighborhood. I was at my parents last weekend. My mom and dad were looking nice and we talked about life and how things changed along the time. They questioned if I was planning to move, because it was my idea certain time ago, but it is impossible due to my job at school. My mom looks happy because without moving I stay closer to her. I like to visit my parents, I feel comfortable and for an instance I forget this strange feeling. I cannot move to live with my parents again, this term ended and I advance to other situation where I have to figure on myself in order to solve my issues.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;It is not ease to look for something that we don’t know what it is properly. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Well it is the time to go back. I have to tidy my apartment up and prepare some lessons for next week. While I am going home I see the dog-house truck passing by with some lost dogs inside it. I started to think about my dog that died when I joined the university. I earned my puppy in my sixth birthday. I didn’t have many friends and my dog many times was the only true friend that I had to share my problems and ideas. This truck made me think about a detail that passed unperceived. Now everything seems too much clear. I stopped in the middle of the side walk if my legs have lost strength and desire to resume the walk. Remember how it was nice to know that after a daylong studying or doing other things I’ll have a friend waiting me without caring about anything. My dog wouldn’t care if I was tired, sick, bored, or sad. He was always there, showing that he was a special and loyal friend. I just can think in one thing now, I have to go to the dog-house and look for, or maybe be found by a real true four paw friend. My stuff can wait me, other things can do that, but a friend cannot. I can’t wait anymore to recover my strength, my inspiration to &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;try things and know that I will have someone that will understand me with his wet nose and fanning tail.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;                &lt;/span&gt;Now I walk toward a house that is not mine, but my friend’s temporary house.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-3112936028623581098?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/3112936028623581098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=3112936028623581098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3112936028623581098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3112936028623581098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2010/10/finding-jorge-mellos-short-story.html' title='FINDING (Jorge Mello&apos;s Short Story)'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-1254077660691364063</id><published>2010-10-04T21:07:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T21:09:00.023-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dd62wjog9DU/TKqkwc1eS7I/AAAAAAAAABU/nLIwihLDZ_Y/s1600/10074963.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 133px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524409045204487090" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dd62wjog9DU/TKqkwc1eS7I/AAAAAAAAABU/nLIwihLDZ_Y/s320/10074963.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-1254077660691364063?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/1254077660691364063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=1254077660691364063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/1254077660691364063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/1254077660691364063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2010/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dd62wjog9DU/TKqkwc1eS7I/AAAAAAAAABU/nLIwihLDZ_Y/s72-c/10074963.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-6043377961953054504</id><published>2010-10-04T21:00:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T21:02:55.755-07:00</updated><title type='text'>Sea of Tranquility</title><content type='html'>Somebody Said something about a Sea of Tranquility, I Just don’t know, I’m stuck here for a long time and have no contact with news. 1963 as far as I remember. Foolish people those who put me here, okay, as Mary said, this is my fate, I got to accomplish it.&lt;br /&gt;Johnny the Guy who killed the wife, told me on Tuesday, that men has got a flag on the moon’s surface. I could hardly believe him. Man I’d really like to be there. If it’s true there’s a Sea of Tranquility there I could be a &lt;em&gt;moonsailor&lt;/em&gt; whose only fate was taking everything easy.&lt;br /&gt;If I had taken that easier that time I wouldn’t be here now, sharing a small room with Joe, the guy who killed that couple on the Christmas Eve, He became famous because of that, I was having dinner with Mary at the Shrimps’s House when I saw him in black and white.&lt;br /&gt;My mom always told me not to become a burglar nor a murderer, because it was really common in our family. I kinda didn’t pay attention to her.&lt;br /&gt;Once when I was just sixteen I wanted to talk to Mary in person. There were four phone calls until she accepted talking to me in front of her first working place. She was a baby-sitter at the time. We talked to each other for Five long hours up to 10p.m. when her father went there to pick her up. I’ll never forget the way Harry, her brother, looked at me. Harry should be here, he is the one whose privacy should be shared with this goddamn sick Joe.&lt;br /&gt;Mary and I got married on a Sunday in a beautiful religious cerimony, at least it was beautiful up to the moment Harry got drunk and punched the priest saying that God was a human’s creation while the devil was part of us since the dawn of man.&lt;br /&gt;Mary tried to save me, she said to the judge in person, that I didn’t have the intention,  that I’d never do such a crime. However there was no salvation, I’m stuck and fourteen days from now I’ll be dead in front of her eyes. She’ll probably be quiet. Silence is a typical reaction from those whose hope and will to live were completely neglected by the surrounding circumstances. This world is unfair, I knew that.&lt;br /&gt;Fourteen Days, this is a good period of time to spend on a vacation with your family, the place doesn’t matter, having your relatives next to you is the most important thing.&lt;br /&gt;I’m afraid that Mary might find anorher man and then forget everything we have gone through together, in the thick and thin I was there for her, and so far she’s here for me. But, what when she has another man? Will she remember me.. I don’t know, I just want her to be happy. Since I killed her brother our lives became a hell on earth. Fourteen days from now. Gosh, Harry should be killed again.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-6043377961953054504?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/6043377961953054504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=6043377961953054504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6043377961953054504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6043377961953054504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2010/10/sea-of-tranquility.html' title='Sea of Tranquility'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-4714946780704309918</id><published>2010-06-25T20:46:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T20:49:38.750-07:00</updated><title type='text'>when your head is haunted by things you just don't know...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dd62wjog9DU/TCV4j-YsAMI/AAAAAAAAABE/PIoAD-toMf8/s1600/salvador-dali-three-sphinxes-of-bikini.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dd62wjog9DU/TCV4j-YsAMI/AAAAAAAAABE/PIoAD-toMf8/s320/salvador-dali-three-sphinxes-of-bikini.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486924280458117314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-4714946780704309918?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/4714946780704309918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=4714946780704309918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/4714946780704309918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/4714946780704309918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2010/06/blog-post.html' title='when your head is haunted by things you just don&apos;t know...'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dd62wjog9DU/TCV4j-YsAMI/AAAAAAAAABE/PIoAD-toMf8/s72-c/salvador-dali-three-sphinxes-of-bikini.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-6888949052147829485</id><published>2010-06-25T20:22:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T20:44:39.240-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cegueira ninja coração'/><title type='text'>Cegueira</title><content type='html'>Muitas vezes na vida eu, Desidério, brinquei de fechar os olhos por algum tempo e sair por aí caminhando. Na infância eu considerava este ato como um treinamento ninja, que por sinal era minha profissão preferida, muito embora eu não estivesse a par da remuneração nem dos benefícios (vai que a classe não possuísse plano dentário, vale transporte e outras coisitas mais) eu sabia que só pelo fato de vestir aquela roupa com máscara e jogar estrelas nos inimigos já valeria a pena. Mas enfim, continuando, como parte desse meu treinamento ninja, passava horas a fio com os olhos cerrados caminhando pela casa, tocava cada objeto, tentava visualizá-lo com a mente. Em pouco tempo eu conhecia a posição de cada um deles na casa. Não raro para impressionar alguma visita eu vestia uma touca, puxando-a até o queixo é claro, e corria pela casa, pasmem, sem tocar em nada. Tudo nessa vida pode ser treinado, tudo pode ser coordenado e também, dependendo dos interesses, descoordenado. O fato é que, mesmo sendo tão treinado para aquilo, minha cegueira ninja foi a vilã quando minha mãe resolveu comprar uma mesa de centro, de mármore. A maldita densidade do mármore. A maldita falta de comunicação em minha casa. Como que uma mãe compra um móvel, se é que uma mesa de centro é um móvel, e não avisa o filho?&lt;br /&gt;Hoje, um tanto mais velho, já recuperado, porém de olhos bem abertos, eu descobri que há um outro tipo de cegueira, que não a ninja nem a científica. É a cegueira do coração. Esta sim, é vilã, sem choro nem ais, porque ela engana a favor e contra. Porém ambos os casos lidam com o verbo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;enganar&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela (pessoa e não a cegueira) desconfia de algo que diz que fiz, porém se houve mesmo algo de desrespeitoso em minha atitude, foi para comigo mesmo, por tentar a todo momento deixar claro o que o meu coração queria dizer. Este, certamente afetado pela primeira cegueira, aquela a favor, não sei bem de que. Já ela, afetou-se pela segunda, a contra, pois esbravejou os mais desrespeitosos impropérios sem fundamentação alguma, fazendo com que, tudo o que disse hoje a tarde olhando em seu olho valesse tanto ou menos que a tachinha enferrujada que está cravada no meu tênis há cerca de cinco meses.&lt;br /&gt;Esse meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ensaio sobre a cegueira, &lt;/span&gt;diferende daquele de Saramago, é algo bem recorrente. Estejam atentos e de olhos abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desidério&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-6888949052147829485?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/6888949052147829485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=6888949052147829485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6888949052147829485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6888949052147829485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2010/06/cegueira.html' title='Cegueira'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-3802350146747080385</id><published>2009-05-11T19:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T20:44:41.318-07:00</updated><title type='text'>O Re-Encontro</title><content type='html'>-Olá, que bom que vieram, Sílvia e Júlio, vamos entrando!&lt;div&gt;Comentei com o César hoje a tarde que acreditava na sua presença!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Fiz um esforço, não é todo dia que a gente reúne a velha guarda, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-É verdade, uma pena o que houve com o Rubens e a Cristina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Pois nem me fale, a Sílvia e eu ficamos presos nos serviços e não pudemos nem ir ao velório!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Notei, o César ainda está meio abalado, foi bom vocês terem vindo. César, veja quem chegou!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Pois bem, não posso deixar de elogiar, Ana, você continua preparando um jantar excelente, vocÊ é que tem sorte César!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ah que é isso Júlio, aposto que a Sílvia também continua te tratando muito bem, você está até corado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Com certeza, minha Sílvia cuida bem de mim, mas os dois sentimos muita falta de nossas reuniões do clube dos mistérios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Nós também, principalmente quando éramos, Rubens, Cristina, Você, Sílvia, Ana e Eu. Bons tempos!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Será que estamos muito enferrujados?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não sei, só testando para tirar a prova.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Então vou tirar. Soube essa história por um amigo nosso lá de onde estamos morando, ele disse que uma vez há uns cinco ou seis anos atrás, no dia de finados foi ao cemitério da cidade prestar homenagens a seus entes falecidos, havia muita gente circulando, algumas pessoas levaram até cadeiras para em frente às capelinhas encontrarem os parentes para conversar um pouco, mais parecia, me disse ele, uma quermesse. E em meio a todo esse burburinho havia um menino vendendo paçoquinhas, vestindo suspensório, em calças curtas, uma camisa amarrotada, mas limpa, e uma boina. Além da vestimenta, o que mais chamou a atenção de nosso amigo, foi que ninguém dava ouvidos ao garoto que oferecia humildemente as paçoquinhas caseiras. Resolveu ele então interceprá-lo para comprar algumas, afinal de contas o menininho merecia ter seu esforço validado de alguma forma. Assim o fez. Chamou o menino que prontamente foi a seu encontro. Nosso amigo então deu a ele uma nota de dez, e disse, me dá tudo que puder com esse valor. Ficou muito surpreso pois o menino fez cara feia e disse que aquele dinheiro nada valia, e ironicamente agradecendo pelo tempo perdido virou as costas e se encaminhou para uma capela com as portas abertas, uma das mais lotadas. Meu amigo não se conformou, mais do que indignado, ficou muito curioso com aquela atitude, afinal ele queria ou não vender? Depois de negar um cliente, foi à capela lotada de certo tentar vender, mas isso era incoerente. Ele não se conteve e foi em direção à capela conversar com o menino. Havia várias pessoas em frente à capelinha, algumas em pé, outras sentadas, e duas moças fazendo a limpeza externa, de vidros, azulejos, ajeitando as novas flores em seus vasos, essas coisas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele então chegou de mansinho, foi pedindo licensa e entrou na capela. teve uma surpresa ainda maior quando viu que dentro dela só havia uma senhora acendendo velas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela lhe perguntou o que desejava, ele disse que procurava alguém, mas que por certo havia se enganado, ela disse, pois não, e se abaixou mais uma vez para terminar de acender as velas. Foi quando nosso amigo pôde perceber que o menino de fato estava dentro da capelinha, não como ele o procurava, e sim em uma foto emoldurada na parede. Perguntou à senhora o que ela era do menino. Ela disse se tratar de seu irmão. Meu amigo descrente disse: não pode ser seu irmão senhora, há muita diferença de idade entre vocês dois. Ela riu e disse: filho ele era meu irmão mais velho, quando nasci em 1913, tinha um grave problema de saúde, nossa mãe que era viúva teve de largar o emprego para cuidar de mim, meu irmão que já era crescidinho nos sustentava vendendo paçoquinhas na estação de trem, e foi ele quem juntou o dinheiro para que eu pudesse ser operada, e enfim viver saudável, mas o destino quis que eu me salvasse e ele não, aos dez anos ele morreu de pneumonia, e desde então mantenho a capelinha dele bem cuidada, assim como o fazem meus filhos e netos aí fora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nosso amigo estático disse a ela que havia visto o menino e a velha senhora sorriu e balançou a cabeça como a lamentar e lhe disse: pobre Mário, sempre me tratando como a maninha doente!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Nossa Júlio, estou toda arrepiada!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não é só você Ana, quando o amigo do Júlio foi lá em casa nos contar eu também fiquei louca de medo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Pois eu estou entusiasmado, acho que nosso clube ainda tem futuro, apesar do desfalque irreparável. Mas tenho também uma história, ouvi de um cara na barbearia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Está esperando o que para contar César?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Lá vai então.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aconteceu há pouco tempo também, segundo o tal cara.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando veio morar aqui nessa cidade, alugou um apartamento naquele prédio velho da outra rua, no sétimo andar, ap. 70.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na primeira semana tudo estava uma bagunça, por conta da mudança e do período de adaptação que necessitava para a nova morada. Mas em pouco tempo conseguiu organizar tudo e sua rotina foi restabelecida. Porém, notou que algumas vezes ao fim do dia quando retornava para casa, algumas coisas estavam desorganizadas. Não que isso fosse grande problema, mas é que ele morava sozinho e toda vez nem com grande esforço lembrava de tê-las desorganizado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Começou a achar que a mudança lhe havia causado estresse, e que uma festinha seria uma boa. convidou alguns amigos, comprou bebidas, pizza, essas coisas de festa particular. Estavam todos reunidos quando um deles entusiasmado gritou. O cara então pediu que não fizesse tanto barulho, pois iriam acordar a menininha. Que menininha? todos questionavam. Ele rindo disse que estava brincando. Todos foram embora, estava tarde. O cara se deitou e antes de adormecer, como um flash, viu uma menina, loira de vestido branco, descalça, rindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acordou e a janela de seu quarto estava entreaberta, ele agradecia por ser final de semana, pois para esquecer a janela assim a bebedeira deveria mesmo ter sido grande. Caminhou até o banheiro e viu que o apartamento estava uma zona. Com um pouco de ressaca ele decidiu chamar a faxineira do prédio, que cobrava baratinho pela limpeza. Enquanto ela limpava, ele assistia à televisão. Entre um programa e outro levantava e olhava pela sacada. Numa dessas, debruçado nela, foi surpreendido pela faxineira que disse: cuidado rapaz, daí já caiu uma menina, os pais se descuidaram e ela caiu, tentando segurar um balão que o vento carregava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cara disse que levou um grande susto com tamanha coincidência e disse: mas como? quando?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olha, disse a faxineira, há muitos anos, na verdade eles foram os primeiros proprietários desse apartamento. No salão de festas tem uma foto da família. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tal cara correu para o salão, e qual não foi a surpresa, era a menina do flash.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Nossa César, outra grande história!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-E esse tal cara quem é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sei lá, um sujeito na barbearia, não o conheço. Esperem, alguém bateu na porta, vou ver quem é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Rubens? Cristina?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-3802350146747080385?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/3802350146747080385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=3802350146747080385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3802350146747080385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3802350146747080385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2009/05/o-re-encontro.html' title='O Re-Encontro'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-8704806012331521956</id><published>2008-05-15T05:49:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T05:50:15.353-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_dd62wjog9DU/SCwxdezDE9I/AAAAAAAAAAg/bs-PZgeYmsI/s1600-h/gm_dali_memory.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_dd62wjog9DU/SCwxdezDE9I/AAAAAAAAAAg/bs-PZgeYmsI/s320/gm_dali_memory.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200586052259222482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-8704806012331521956?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/8704806012331521956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=8704806012331521956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/8704806012331521956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/8704806012331521956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/05/blog-post.html' title=''/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_dd62wjog9DU/SCwxdezDE9I/AAAAAAAAAAg/bs-PZgeYmsI/s72-c/gm_dali_memory.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-3022257982210860377</id><published>2008-05-15T05:19:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T05:43:16.301-07:00</updated><title type='text'>Devaneios de um cavalinho..</title><content type='html'>Em uma dessas estâncias, que dispendem distâncias, havia um cavalinho pensador, não como gente, mas pensador lá na sua cabecinha eqüina, talvez por obra divina, ele desenvolvera o raciocínio consciente.&lt;br /&gt;Sua rotina era a de um trabalhador. Antes de nascer o sol ele já recebia as encilhas em seu lombo, seguido logo do peso de seu dono que o tratava até bem. Por este ele  sentia um grande afeto, exceto quando  em serviço  sentia o  arder de um laçaço ou das esporas cravando em sua pele. Mas como era um cavalo forte aguentava firme. Ao fim dos dias de trabalho no campo, percorrendo longas distâncias, sua recompensa era uma boa passada no paço da sangua onde matava sua sede, seguida  da desencilha logo depois.&lt;br /&gt;Os anos se passaram assim, ele trabalhando sempre, folgando aos dias de chuva ou quando o seu dono deixava a estância por alguns dias, e com o passar dos anos ele foi perdendo o seu vigor, mas como um cavalinho pensador ele sabia disso e dava o seu melhor, indo aos limites de sua resistência.&lt;br /&gt;Um dia ele não agüentou. Caiu.&lt;br /&gt;Ele sabia que seu ciclo estava acabando, ele não seria mais útil para o trabalho, talvez ficasse solto no campo para que pudesse padecer livre onde trabalhara a vida toda servindo ao homem. Talvez. Na última vez que o cavalinho pensador viu seu dono este estava em frente a casa contando as notas da última venda. O velho caminhão costurava as coxilhas carregado de pensamentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-3022257982210860377?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/3022257982210860377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=3022257982210860377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3022257982210860377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3022257982210860377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/05/devaneios-de-um-cavalinho.html' title='Devaneios de um cavalinho..'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-6453445408920064411</id><published>2008-04-30T04:58:00.000-07:00</published><updated>2008-04-30T05:14:36.773-07:00</updated><title type='text'>Um Jovem chamado Emerson..</title><content type='html'>Sabe aquelas pessoas cheias de amigos, sempre sorridentes mas que por uma triste ironia do destino partem cedo deixando muita tristeza? Emerson foi uma dessas pessoas. Rapaz muito educado e bem relacionado, Emerson conheceu uma menina chamada Amanda, sua vizinha, amor por conseqüência, companheirismo por escolha. Durante muitos anos os dois desfilaram juntos, nas rodas de amigos e pelas festas da cidade, mas nunca puderam desfilar dentro da casa de Amanda, que era branca, em contraponto a ele que era negro. Mas isso lá alguma vez foi motivo para impedir amor? Não, claro que não, principalmente para eles que se queriam tanto.&lt;br /&gt;O tempo..&lt;br /&gt;Esta palavra é mística, pois ela remete a algo que conforta, ensina mas também destrói.  Depois de cerca de nove anos juntos  Amanda e Emerson tiveram um desentendimento, talvez pouca coisa, talvez coisa séria, quem sabiam  eram eles, mas o fato foi que se separaram. Mas isso não separou suas casas, nem tampouco diminuiu o sentimento de Emerson. Em algumas semanas o rapaz não mais podia segurar o coração dentro do peito, pois a via, e  o seu abraço, sua mão para mais uma passeio, se faziam necessários. Emerson passando por cima de todos os seus sentimentos de orgulho resolveu então deixar de perder tempo, ela era sua amada, a pessoa mais importante para sua alma, além claro de pai e mãe, mas esses ocupam espaços de amor diferentes dos do que uma pessoa como Amanda ocupava em seu peito naquele momento. Emerson pensou até em pedir ajuda ao pai da menina, que apesar de censurar o amor devido a cor do rapaz poderia se sensibilizar enfim. Naquela noite Emerson viu a mão de sua namorada, de seu amor para toda a vida, junto a mão de um outro rapaz, branco, mas isso era o que menos importava naquele momento, o que machucou foi que aquela era a mão do seu amor.&lt;br /&gt;Ao lado da arma que ele usou para acabar com a própria vida, estava a rosa que  Amanda deveria receber com amor e retribuir com um abraço dizendo a frase que ele mais desejava, eu te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-6453445408920064411?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/6453445408920064411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=6453445408920064411' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6453445408920064411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6453445408920064411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/04/um-jovem-chamado-emerson.html' title='Um Jovem chamado Emerson..'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-8504899434026393035</id><published>2008-04-08T05:19:00.000-07:00</published><updated>2008-04-08T05:32:46.263-07:00</updated><title type='text'>Mar de Rosas...</title><content type='html'>A anti-crônica vem guiando meus passos, depois de ler tanta besteira escrita por grandes cronistas, ou cronistas grandes, não sei precisar exatamente, resolvi que não mais escreveria, nem mesmo para o meu consumo como tem sido esse queridíssimo caderno de contos, nunca lido. Mas algo me veio a mente, algo dessas questões metafísicas, algo que me dá medo, mas que incrivelmente me faz rir, em saber como somos iguais, todos nós. Alguém diria que sou louco por afirmar essa igualdade, com que parâmetros se igualaria Bill Gates a mim, um coitado, em termos financeiros?.. E qual é minha resposta? A morte. Óh! Mas isso todo mundo sabe! Claro que todo mundo sabe, eu estou escrevendo pra mim mesmo, posso? Enfim.. Quando vivemos momentos felizes sejam eles no campo do amor (esses raros) no campo financeiro (esses suados ou conseguidos às mãos beijadas) ou no campo da amizade, a vida parece nossa, o corpo parece nosso, os pensamentos parecem ser os mais certos, e as atitudes então, corretíssimas, afinal, eles é que nos devem, o tempo todo, é o governo que erra, é o time que erra, nós nunca erramos. E é pensando nisso que quando estamos felizes por algum motivo tudo parece um mar de rosas, Azar é o deles em terem nascido na Etiópia, não é? O mundo é nosso!... Pois bem, é exatamente quando essa parte da festa acaba que nos damos conta de uma coisa, existe lá na frente uma indesejada a nossa espera, ela mesma, citada acima, a morte, que quer avise que venha, quer chegue de repente, ela vem! E aí cumpadi, descobrimos que esse processo biológico ao qual chamamos de corpo não nos pertence, que nosso pensamentos por mais bem intencionados que tenham sido não correspondem sempre ao sutil ou sensato e que nossas atitudes deixaram  muito a desejar, afinal, não foi azar dos etíopes terem nascido lá não. Na hora da morte o cético vira religioso, que presunção querer virar santo no último instante, teria produzido muito mais enquanto saudável mas acontece que a vida não é um mar de rosas... Algumas aparecem mesmo depois do mar, depois da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-8504899434026393035?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/8504899434026393035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=8504899434026393035' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/8504899434026393035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/8504899434026393035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/04/mar-de-rosas.html' title='Mar de Rosas...'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-3183673879878992655</id><published>2008-02-27T14:25:00.000-08:00</published><updated>2008-02-27T15:26:07.541-08:00</updated><title type='text'>Intrusas Imagens</title><content type='html'>Mariano era um menino absolutamente normal, com seus doze anos de idade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;frequentava&lt;/span&gt; a escola, aulas de violão e de futebol. Nas horas vagas lia revistas com histórias de ficção científica. Essas revistas eram de fato as que lhe proporcionavam o maior sentimento de tempo bem gasto. Ele as adorava. Seu pai era um médico viúvo, professor universitário e totalmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;cético&lt;/span&gt;. Seu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ceticismo&lt;/span&gt; o havia afastado de seu próprio pai, que vivendo os últimos dias de sua vida fora repreendido seriamente por crer em Deus, e acreditar que almas precisassem de ajuda. Para ele a morte nada mais seria do que o fim das funções biológicas, levando ao nada, ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;apodrecimento&lt;/span&gt; de tudo o que fomos, à escuridão, enfim, ao fim.&lt;br /&gt;Após gastar várias horas de sua semana lendo ficção, Mariano acabava encenando suas histórias pela casa junto com amigos, o que levava seu pai a loucura. Primeiro pelo fato de o filho parecer ser tão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ingênuo&lt;/span&gt; a ponto de realmente crer que algo naquelas páginas pudesse ser mesmo verdade. Segundo, porque com a ajuda dos amigos o menino deixava a casa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;bagunçada&lt;/span&gt; de ponta a ponta. Mas um dia algo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;incomum&lt;/span&gt; aconteceu em uma das brincadeiras. Mariano avistara atrás de um dos sofás na sala de sua casa a mão de uma pessoa, como que se alguém ali atrás quisesse levantar e se apoiasse nele. Porém desta vez o menino brincava sozinho, e seu pai não estava em casa. A primeira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;reação&lt;/span&gt; que teve ao ver a mão foi a vontade de fugir, pois alguém havia invadido sua casa, certamente um ladrão, mas o menino era muito corajoso e resolveu tirar sua dúvida. Pulou em cima do sofá e num grito de "te peguei" constatou que não havia ninguém atrás do móvel. Correu. Correu e gritou. Quando seu pai chegou ao fim da tarde encontrou Mariano sentado em frente a casa, um pouco mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;tranquilo&lt;/span&gt;, mas ainda assustado. Pai - disse ele - eu vi um fantasma, na sala, atrás do sofá!&lt;br /&gt;Ah, um fantasma, não seria o homem de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Marte&lt;/span&gt; que estava ali atrás segunda-feira à noite? - exclamou o pai com desdém, referindo-se à fantasia que o amigo do menino usara em sua última brincadeira.&lt;br /&gt;-Não pai, eu falo sério, eu vi, sei que vi!&lt;br /&gt;-Escuta aqui Mariano, eu estava trabalhando, estou cansado, então não podemos brincar agora, muito menos dessas besteiras que tu fica lendo todos os dias.&lt;br /&gt;E assim o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ceticismo&lt;/span&gt; do homem sentenciou a falta de apoio ao menino assustado. Ele estava sozinho nessa.&lt;br /&gt;Após o jantar Mariano começou a pensar que de fato poderia ser alguma besteira, talvez uma ilusão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ótica&lt;/span&gt; e de tanto pensar acabou ficando em dúvida se realmente havia &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;visto&lt;/span&gt; algo ou não. As dúvidas acabaram quando Mariano acordou de madrugada para ir ao banheiro. Meio sonolento acendeu a luz e foi surpreendido por uma imagem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;refletida&lt;/span&gt; no espelho, parecendo estar atrás dele, dessa vez era apenas um vulto, mas o bastante para ele ter certeza, algo estava acontecendo. Sabendo que seu pai o repreenderia mais uma vez o menino resolveu lidar com a situação. Fazendo uso de uma lanterna caminhou a casa toda, sentindo cada &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;centímetro&lt;/span&gt; de seu corpo em arrepios, mas enfrentando o medo em busca de uma solução a este caso. Contudo nada mais viu, apenas por varar a noite em busca de explicações acabou dormindo sentado na escadaria. Seu pai o acordou com um grito pela manhã. Mariano! O que está fazendo aí? Vai se atrasar para a escola!&lt;br /&gt;-Pai, é que, acontece que... eu vi de novo.&lt;br /&gt;-Olha Mariano, pra mim essa história já não é mais brincadeira, tu não sabe, mas eu já tive problemas por conta dessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;besteirada&lt;/span&gt; toda. Sabe o que eu vou fazer?&lt;br /&gt;-Vai me ajudar?&lt;br /&gt;-Vou, com certeza, hoje a tarde vou te buscar na escola e vamos fazer uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;tomografia&lt;/span&gt; da tua cabeça para saber o que há de errado contigo!&lt;br /&gt;-Mas pai!&lt;br /&gt;-Sem mas Mariano, pode ser que depois de ver que não há nada de errado tu te dê conta de que já passou da idade de mentir para teu pai com &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;brincadeiras&lt;/span&gt; dessas, ou descobrimos que realmente há algo errado contigo.&lt;br /&gt;E assim foi feito.&lt;br /&gt;Enquanto esperava em frente a escola o menino pensava que talvez houvesse mesmo algo errado consigo, e quem sabe seu pai o pudesse curar, pois era um neurologista.&lt;br /&gt;- Nada Mariano, viu como tu não tem nada ?Agora faça o favor de se dedicar mais aos estudos e à biologia, que assim pode ser que tu entenda como as coisas de fato acontecem.&lt;br /&gt;Duas semanas se passaram e o pai do menino não ouviu mais nenhuma brincadeira ou reclamação. Até o dia em que lia o jornal em frente à lareira quando seu filho chegou sorrateiro e cabisbaixo parando em sua frente. Pensando em como seu tratamento ao filho poderia ajudá-lo a ser mais sincero e dedicado optou por tratá-lo ternamente&lt;br /&gt;-O que foi meu filho?&lt;br /&gt;-Pai, eu vi de novo, várias vezes.&lt;br /&gt;-Mariano, meu filho!&lt;br /&gt;-É sério pai, e agora eu estou vendo, está ao lado do senhor, não vejo inteiro, mas um perna, com calça cinza e um sapato preto arranhado na ponta, e a mão no seu ombro, com com um anel dourado.&lt;br /&gt;              O homem foi aos prantos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-3183673879878992655?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/3183673879878992655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=3183673879878992655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3183673879878992655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3183673879878992655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/02/intrusas-imagens.html' title='Intrusas Imagens'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-4046642768239823027</id><published>2008-01-26T23:28:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T23:29:43.674-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5wy3G4tj8I/AAAAAAAAAAY/OtF-AoueYyQ/s1600-h/5ee8as.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160055195382419394" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5wy3G4tj8I/AAAAAAAAAAY/OtF-AoueYyQ/s320/5ee8as.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-4046642768239823027?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/4046642768239823027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=4046642768239823027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/4046642768239823027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/4046642768239823027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5wy3G4tj8I/AAAAAAAAAAY/OtF-AoueYyQ/s72-c/5ee8as.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-6536806039463588825</id><published>2008-01-26T23:12:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T23:25:23.264-08:00</updated><title type='text'>Prezados Seres Humanos</title><content type='html'>Atenção! Atenção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habitantes do planeta terra!&lt;br /&gt;Eu sou um enviado especial dos céus, vim aqui para cobrar a conta!&lt;br /&gt;Há anos vocês vêm consumindo o que nãos lhes pertence, matando quem pensam estar sobre o jugo, torturando, brincando com vidas e reduzindo a nada beleza e pureza dos ciclios desse planeta. Tentamos antes algumas intervenções, primeiro vulvões, depois tornados, furacões e até ondas gigantes, mas vocês não pararam, quem são vocês? Ou melhor o que são vocês?&lt;br /&gt;Seus desgraçados, filhos da... Antes eu sentia pena das crianças mas estou agora com dúvidas quanto a isso, porque vocês todos foram crianaças um dia e muitos brincando com a vida desde cedo, não é mesmo?&lt;br /&gt;Caçando por esporte, e muitos depois de adulto caçam, ou pensam que não conheço suas rinhas e touradas?&lt;br /&gt;Então...&lt;br /&gt;Agora meus amigos, digo, meus inimigos, é hora de pagar a conta. Eu já fui piedoso antes, achei que devido a seus avanços em tecnologia os traria cada vezmais sabedoria, e o que eu vejo? Um desprezo total por quem não é vocês, por quem não tem o mesmo diploma que você ou seu maldito automóvel ou seu maldito dinheiro que sem você saber nada mais é do que seu passaporte para o porão do mundo.&lt;br /&gt;Então seres desumanos, agora vocês sentirão na pele a dor a humilhação que causaram durante tanto tempo.&lt;br /&gt;He He He, assustei vocês? Tudo não passa de uma brincadeira...&lt;br /&gt;Acontece que não sou enviado dos céus, He He He, peguei vocês!&lt;br /&gt;Sou enviado do inferno seus ordinários! Os céus desistiram de vocês, apenas acolhem as boas almas que vocês enviam as centenas diariamente.&lt;br /&gt;E a propósito quanto a conta que vocês têm de pagar... continuam em dídiva, e ferrados!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-6536806039463588825?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/6536806039463588825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=6536806039463588825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6536806039463588825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6536806039463588825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/01/prezados-seres-humanos.html' title='Prezados Seres Humanos'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-3693258032855623185</id><published>2008-01-22T02:54:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T03:52:48.716-08:00</updated><title type='text'>A Janela do Tempo...</title><content type='html'>A netinha estava eufórica. Viajar para a casa da avó era seu presente após a conclusão da primeira série da escola.&lt;br /&gt;Sua mãe a colocou no ônibus das 7:00 horas, com chegada prevista na cidadezinha vizinha em torno de 9:00 horas. Precisamente, as 9:00 lá estava ela recebendo um abraço apertado da sua avó que já a esperava há mais de meia hora, que era por garantia. A senhora  usava um vestido florido, longo, era magra, tinha cabelos brancos e rosto rude, mas um coração derretido pela jovem presença em seu lar com tão pouca vida e cor. O marido, que fora empregado na rede ferroviária por muitos anos havia sofrido um acidente de trabalho e não saía mais da cama. A netinha apertava forte a mão do avô, que observava o semblante gracioso da jovem com sorriso verdadeiro de dentinhos pequeninos e olhos expressivos completando a beleza do rostinho infantil, coberto por lisos cabelos castanhos que  chegavam até seu ombro.&lt;br /&gt;- Laurinha, deixa teu avô descançar querida, vem que a vó vai te dar um cafezinho com doce do jeito que tu gosta! - E dessa maneira os dias foram passando, com atividades diversificadas, como visita as senhoras amigas de sua avó, curso de crochê, passeios pelo parque e o auxilio que dava a velha senhora para cuidar da saúde do avô.&lt;br /&gt;Numa tarde após o almoço e a limpeza da cozinha sua avó quis dormir um pouco para repor as energias.&lt;br /&gt;Laurinha quis ler. A biblioteca que o avô cultivara possuía volumes que variavam entre metafísica a contos de fada. Um luxo cultivado com carinho pelo bom homem. Mas um luxo com um ar de mistério, prateleiras lotadas de livros em uma sala pouco iluminada.&lt;br /&gt;A menina bastante curiosa folhava todos quantos podia até que viu uma coleção, que não sabia de que era, mas pela aparência despertou sua atenção. Dez volumes em capa dura, azuis e bem preservados, mas sem indicação do título na capa. Resolveu então tirá-los da prateleira e investigar a respeito de que o livro falava. Após tirar todos os livros Laurinha percebeu que havia uma janela escondida atrás da prateleira, que foi parcialmente mostrada com a retirada dos volumes. Ela sabia que atrás daquela parede havia uma velha peça onde sua avó guardava entulhos do dia-a-dia e que não queria que ninguém entrasse.&lt;br /&gt;Curiosidade.&lt;br /&gt;Tirou mais livros, revelando toda a janela, abria para fora, mas estava cadeada. Lembrou de um chaveiro que seu avô carregava sempre pendurado no cinto e que agora repousava sobre um prego ao lado da porta da cozinha. Acertou, uma das chaves era mesmo daquele cadeado. teve receio de empurrar a as folhas da janela, pois poderia derrubar algo que estivesse na salinha ao lado. Mas o fez com calma, e surpreendeu-se muito ao sentir o sol banhando seu rosto. Abriu enfim toda a janela, e viu a coisa mais impressionante que seus olhinhos já haviam visto. A rua não estava mais pavimentada, nem mesmo havia calçada em frente a casa de sua avó, o que havia era uma rua de chão batido com crianças disputando espaço em um jogo de futebol, meninos e meninas vestidos todos com roupinhas de gente grande. Olhou para a porta da biblioteca para certificar-se de que sua avó não a encontraria fazendo arte. Ao avistar um grupo de menininhas, como ela, pulou a janela para ir ao seu encontro.&lt;br /&gt;A senhora acordou as 14:25, foi na cozinha, bebeu água enquanto assistia carros ritmados na rua em frente a sua casa. Caminhou até o banheiro e no caminho viu a bagunça na biblioteca, a janela aberta. Intrigou-se mas apenas fechou-a sem muitos questionamentos. Ouviu a campanhia.&lt;br /&gt;pelo olho mágico viu sua velha amiga que há décadas não via pois havia partido em busca de seus parentes, após um trauma na infância quando perdeu-se. A velha senhora animou-se com a visita!&lt;br /&gt;-Laura! Meu Deus que alegria em te ver!&lt;br /&gt;Quando recebeu um abraço forte desta senhora&lt;br /&gt;-Vó, quanta saudade da senhora!&lt;br /&gt;-Que isso Laura, estou tão mais velha assim que tu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-3693258032855623185?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/3693258032855623185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=3693258032855623185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3693258032855623185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/3693258032855623185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/01/janela-do-tempo.html' title='A Janela do Tempo...'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-6681585818867702423</id><published>2008-01-21T06:22:00.000-08:00</published><updated>2008-01-21T06:33:26.596-08:00</updated><title type='text'>Maldita ferida...</title><content type='html'>- Cara, por que essa tristeza? O que houve?&lt;br /&gt;- Rapaz, (snif) minha namorada me largou, estou sozinho no mundo, Meu Deus!&lt;br /&gt;- Que isso cara, vocês sempre se deram tão bem, a gurizada sempre apontava vocês como o casal mais duradouro e verdadeiro da turma.&lt;br /&gt;- Pois é, veja como são as coisas!&lt;br /&gt;-Mas e por quê ela fez uma coisa dessas? O que tu aprontou?&lt;br /&gt;- Não aprontei nada, ela me deixou porque apareceu uma ferida na minha boca..&lt;br /&gt;-Ah, não acredito rapaz, por causa de uma ferida?&lt;br /&gt;-Sim, essa aqui, olha..&lt;br /&gt;-Nossa!&lt;br /&gt;-É&lt;br /&gt;-Bom, mas mesmo assim, isso não é motivo cara, que doida, por causa de uma ferida, um amor deve resistir a esses contratempos corporais!&lt;br /&gt;-Mas acontece que nesse caso o furo é mais embaixo, nós sempre tivemos esse lance de confiança, um sempre colaborando e compartilhando tudo com  o outro, e quando essa ferida deu as caras fiquei um pouco envergonhado e cauteloso para os beijos, porque isso dói bastante  e quando enfim criei coragem de dizer a ela meu problema a complicação foi ganhando forma. Disse a ela que não passava de uma feridinha, que em breve estaria curada enquanto ela dizia que como minha namorada tinha o direito de ver, para quem sabe, poder me  ajudar a curá-la, talvez conhece-sse um remédio ou sei lá. O fato foi que ela disse que eu não confiava nela, que isso não era amor, e tudo o mais de massacrante que se possa dizer a um cara apaixonado.&lt;br /&gt;-Entao ela te deixou por tu não mostrar a ferida?&lt;br /&gt;-Na verdade, a gente conversou e nos acertamos, resolvi que o amor não faria com que ela sentisse repulsa, mas ela me deixou mesmo quando  viu a ferida.&lt;br /&gt;-Bah&lt;br /&gt;-É...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-6681585818867702423?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/6681585818867702423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=6681585818867702423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6681585818867702423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/6681585818867702423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/01/maldita-ferida.html' title='Maldita ferida...'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3823784152645196441.post-415049764828940558</id><published>2008-01-18T03:19:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T03:40:00.481-08:00</updated><title type='text'>Meu avô me contou que...</title><content type='html'>...Sempre foi um homem  muito pacífico, como seu pai,  ambos pacíficos até que a discussão não  terminasse em acordo.  Certa feita quando ainda namorava minha avó ele foi a um baile na campanha, dos mais simples e mais tradicionais de que se possa falar, em um salão com paredes de madeira, chão batido e com o estacionamento lotado, de cavalos, claro. O dono do salão e por consequência da copa, se chamava Merêncio, homem igualmente pacífico, enquanto sóbrio, complicador quando no álcool, o que segundo meu avô era o de costume. Os amigos de meu avô tinham fama de brigões, mas todos claro, pacíficos. Dentre esses rapazes se destacava Alvarim, que não levava desaforo nenhum para casa. Por estar com minha avó, sua namorada meu avô que se chama Horizonte, fugia das confusões. Sabendo disso um amigo seu veio fazer o convite:&lt;br /&gt;- Olha Horizonte, vamos embora porque daqui a pouco vai  sair briga!&lt;br /&gt;- Mas por que rapaz? - perguntou meu avô desacreditado na possibilidade de uma peleia devido a tranqüilidade da sala.&lt;br /&gt;- Tchê, o Merêncio tá bêbado e tá inticando com todo mundo que vai lá na copa.&lt;br /&gt;- Bom, eu vou te provar que não vai sair briga, vou lá na copa comprar uma branquinha! - Dito isto meu avô deixou minha avó aos cuidados do amigo e foi na tal copa com toda a tranquilidade que é uma característica sua.&lt;br /&gt;Passado um tempo voltou ele um tanto alterado e disse:&lt;br /&gt;- Vamos embora Rosa, que agora sim vai sair briga!&lt;br /&gt;- Ah então tu concorda comigo agora Horizonte - rebateu seu amigo&lt;br /&gt;- É que agora o Merêncio inventou de discutir com o Alvarim!&lt;br /&gt;Dito e feito, meu avô descia a coxilha a cavalo com minha avó ao som dos facões e revolveres dentro da sala. Contou-lhe o Alvarim no outro dia, com a cabeça seqüelada da porretada que levara da filha do Merêncio, que aquele teria de achar uma boa costureira por que o número de pontos que o vivente leva para fechar um corte da orelha até o queixo não deve ser pouco.&lt;br /&gt;Meu avô que é um homem  pacífico assim como seus amigos, contou-me outras histórias, que aos poucos vou tentar digitalizar neste caderno dos contos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3823784152645196441-415049764828940558?l=cadernodoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/feeds/415049764828940558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3823784152645196441&amp;postID=415049764828940558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/415049764828940558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3823784152645196441/posts/default/415049764828940558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadernodoscontos.blogspot.com/2008/01/meu-av-me-contou-que.html' title='Meu avô me contou que...'/><author><name>Caderno dos Contos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12776255326912322039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_dd62wjog9DU/R5Uq0de8xtI/AAAAAAAAAAM/U67oz_np96c/S220/Foto022(1).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
